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FC Porto-Nápoles (4-1): duas bolas paradas, Gabri Veiga e o banco desfizeram o Nápoles

FC Porto-Nápoles (4-1): duas bolas paradas, Gabri Veiga e o banco desfizeram o Nápoles

O FC Porto bateu o Nápoles por 4-1, esta quarta-feira, no Estádio do Dragão, e somou os primeiros pontos na Liga dos Campeões graças a duas bolas paradas, a uma exibição de Gabri Veiga e ao impacto do banco na segunda parte.

Ficha do jogo

Ponto Dados
Jogo FC Porto 4-1 Nápoles, 4.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, 04/11/2026
Local Estádio do Dragão, 49.190 espectadores
Golos Bednarek (11 minutos), McTominay (43), Gabri Veiga (70), Kiwior (80), Samu, de penálti (88)
Onze do FC Porto Diogo Costa; Alberto Costa, Bednarek, Kiwior, Martim Fernandes; Pablo Rosario, Froholdt, Gabri Veiga; Pepê, Borja Sainz, André Silva

Os dados do jogo seguem a crónica oficial do FC Porto.

Os cantos que o Nápoles não resolveu

O primeiro golo nasceu de um canto cobrado à direita por Gabri Veiga: Bednarek, no coração da área, estreou-se a marcar na Liga dos Campeões com uma cabeçada (1-0, 11 minutos). Na segunda parte, o polaco ainda voltou a cabecear e acertou na trave, e o terceiro golo repetiu a fórmula, com Kiwior a aparecer na área num canto, também cobrado à direita, desta vez por Inbeom Hwang (3-1, 80 minutos).

Francesco Farioli sublinhou o efeito: «hoje os nossos centrais tiveram um impacto fantástico nas bolas paradas, mas é algo que trabalhamos muito». E acrescentou: «A qualidade do batedor e o impacto dos nossos centrais deu-nos dois golos de bola parada», segundo as declarações divulgadas pelo FC Porto.

Do outro lado, o capitão do Nápoles, Matteo Politano, não escondeu a irritação. À Sky, citado e traduzido pelo A Bola, disse: «Sofremos três cantos, dois golos e uma bola na barra do mesmo jogador: há pouco a explicar». A nossa leitura: quando o adversário admite o problema, a chave está na vantagem aérea dos centrais portistas contra uma defesa que, pelas palavras do seu próprio capitão, não deu resposta nas bolas paradas.

Gabri Veiga, doente de manhã, decisivo à noite

Gabri Veiga assinou um golo e uma assistência pelo segundo jogo consecutivo. Antes de marcar, já tinha testado os reflexos de Meret (49 minutos) e acertado no travessão (63). O golo chegou aos 70 minutos, depois de Santiago Gimenez o isolar: o espanhol entrou na área pela esquerda e colocou a bola por entre as pernas do guarda-redes.

Farioli revelou que o médio acordou doente: «O Gabri Veiga esta manhã estava doente, mas devia apanhar sempre este vírus para jogar assim.» A nossa leitura: com Pablo Rosario e Froholdt atrás dele, Gabri teve liberdade para aparecer em zonas de finalização, e foi essa liberdade que separou um jogo de domínio sem golos da goleada. O protagonismo do meio-campo já o tínhamos analisado na vitória com o Estoril.

O banco virou o jogo

Com 1-1 ao intervalo, Farioli manteve os onze, mas foi mexendo à medida que o jogo pedia mais. Samu entrou aos 56 minutos para o lugar de André Silva; Zaidu e Santiago Gimenez entraram por Martim Fernandes e Borja Sainz; e aos 77 minutos Hwang e Seko Fofana renderam Gabri Veiga e Pepê. Três suplentes estiveram diretamente nos golos finais: Gimenez isolou Gabri para o 2-1, Inbeom Hwang cobrou o canto do 3-1 e Samu foi derrubado por Marín, expulso na jogada, antes de converter o penálti.

Farioli destacou a entrada do mexicano: «a entrada do Santiago Gimenez foi fantástica, mas não é coincidência», ligando-a aos 90 minutos que cumpriu frente ao Académico de Viseu. E notou que alguns jogadores atuaram fora das posições habituais, como Seko Fofana, sem perder qualidade.

O que fica para Guimarães

O FC Porto vinha de uma sequência de dez vitórias em dez jogos no campeonato e precisava de provar a mesma solidez na Europa; para pôr o arranque em perspetiva, veja os melhores arranques da história da Liga. Farioli disse que a equipa merecia pontos e que, na Champions, a margem de erro é curta: «Nesta competição, cada ponto e cada golo contam.» Essa frase explica o valor dos 4-1: numa fase de liga em que a diferença de golos pode decidir posições, a goleada vale mais do que os três pontos.

Já no domingo, 08/11/2026, às 18h00 (hora de Lisboa), o FC Porto visita o Vitória SC, no Estádio D. Afonso Henriques, com transmissão da Sport TV, num jogo que Farioli antecipou como «muito duro». O árbitro é David Silva. A nossa leitura final: o treinador não pode contar com a mesma bola parada em todos os jogos, e a deslocação a Guimarães mostrará se o equilíbrio entre ataque e meio-campo se mantém sem a energia da noite europeia do Dragão. Para acompanhar a jornada, veja os jogos de futebol na TV hoje.

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