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Marco Silva admite noite «desinspirada» do Benfica: erros não forçados e pouca rutura contra o Alverca

Marco Silva admite noite «desinspirada» do Benfica: erros não forçados e pouca rutura contra o Alverca

Marco Silva reconheceu que o Benfica fez uma exibição abaixo do habitual na vitória por 1-0 sobre o Alverca, na 10.ª jornada da Liga, e apontou o dedo aos erros do próprio Benfica. o treinador afirmou, em declarações à BTV recolhidas pela A Bola, que foi «claramente uma noite desinspirada da nossa equipa» e que «podíamos e deveríamos ter feito mais».

Perdas de bola e pouca rutura contra um bloco baixo

O Alverca defendeu quase sempre perto da própria área, e o treinador das águias explicou que o Benfica não encontrou as respostas certas. «Houve momentos de muito coração e pouco equilíbrio, forçámos num corredor que estava fechado, contra uma equipa que defendia muito dentro da sua área», disse na conferência de imprensa, segundo a A Bola. Faltaram também movimentos de rutura quando a bola chegava a Pavlidis, mesmo com pouco espaço nas costas da defesa.

O ponto central do diagnóstico foi o número de perdas de bola. Marco Silva falou de «erros não forçados» e deu um exemplo concreto: «Acima de tudo cometemos erros não forçados pelo Alverca, os nossos centrais e o nosso seis não tinham oposição.» Para o treinador, quando os centrais e o seis não têm oposição não é preciso acelerar por dentro: é preciso atrair adversários para levar o jogo para onde o Benfica quer. Os erros, disse, trouxeram «alguma intranquilidade» e depois «alguma desconfiança».

As escolhas táticas: largura e a mexida ao intervalo

O treinador detalhou o plano inicial. Queria dar mais largura a Lukebakio, sabia que o Alverca saltava em cima de Bah e procurou construir com quatro em alguns momentos, com o lateral mais baixo. Do lado oposto, Prestianni jogou por dentro e Andreas deu largura, uma decisão que, garantiu, «tinha mais a ver connosco» do que com as ausências do adversário.

Ao intervalo veio a correção. Echeverri entrou para ter «qualidade com bola, girar» e libertar Prestianni de uma zona congestionada à esquerda, e foi dessa dinâmica que nasceu o penálti que Pavlidis converteu para o golo da vitória. Depois disso, o Benfica não criou muitas ocasiões para o 2-0, e o Alverca não teve mais oportunidades do que o golo anulado, segundo o próprio treinador.

Para recordar o que se esperava do jogo, pode ler a nossa antevisão do Benfica-Alverca; para o historial do clube, o hub do SL Benfica e a resposta a quantos campeonatos tem o Benfica.

O recado: ganhar mal também conta

Marco Silva classificou o jogo como o menos conseguido da Liga esta época, pelo menos em casa: «No Estádio da Luz, de certeza.» Disse ainda ter sentido que, em alguns momentos, os jogadores pareciam não estar felizes por ganhar, porque sabiam que tinham estado abaixo do nível. E deixou uma palavra aos adeptos, que «puxaram pela equipa» mesmo quando sentiram que não estava no seu melhor.

A nossa leitura: o treinador não procurou desculpas nem o contexto do adversário. A explicação que deu, que passa pelo equilíbrio emocional e pela precipitação a construir, é um problema que se corrige a treinar, ao contrário de uma falta de qualidade no plantel. Se a mexida ao intervalo resultou, foi porque mudou a zona onde o Benfica recebia a bola; o desafio para os próximos jogos em casa é fazê-lo sem precisar de esperar pela segunda parte.

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