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Marco Silva defende Durán e deixa o clássico com o FC Porto para janeiro após o 4-1 ao Gil Vicente

Marco Silva defende Durán e deixa o clássico com o FC Porto para janeiro após o 4-1 ao Gil Vicente

Marco Silva defendeu Jhon Durán, garantiu que Rafa Silva «vai continuar a ter influência» e remeteu o clássico com o FC Porto para janeiro, depois de o Benfica vencer o Gil Vicente por 4-1, nos quartos de final da Taça da Liga, na quinta-feira, no Estádio da Luz. As declarações foram feitas em conferência de imprensa e reunidas pela A Bola.

Durán: «Não existia verdade desportiva»

O treinador das águias admitiu que tinha esperança de ver o avançado colombiano despenalizado, como o clube pedira, e defendeu a sua utilização. «Tinha muita esperança que o Durán fosse despenalizado porque não fez absolutamente nada», disse Marco Silva, que acrescentou: «Se o Durán não pudesse jogar hoje esqueçam a verdade desportiva porque não existia.» Durán entrou na lista de marcadores do jogo.

Rafa, no corredor central

Questionado sobre se Rafa Silva pode recuperar a influência do início da época se jogar no corredor central, Marco Silva foi direto: «O Rafa teve e vai continuar a ter influência e a jogar.» A pergunta que lhe foi feita sublinhava que Rafa entrou muito bem e construiu praticamente sozinho o golo de Durán, e o treinador concordou: o jogo estava mais aberto, com mais espaço, e Rafa, Dodi e o próprio Durán são, nesse contexto, jogadores «muito perigosos». Rafa jogou mais à esquerda porque entrou para essa posição e teve, nas palavras do treinador, «uma entrada muito boa no jogo» quando Claudio Pedrosa já estava sem energia.

A construção a quatro e a identidade

Marco Silva explicou que o Benfica construiu mais a quatro no bloco mais alto, libertando sempre um lateral de um corredor e deixando o outro chegar depois, numa segunda linha. Com dois laterais de perna esquerda e as características de El Karouani, essa foi, disse, uma questão estratégica pontual; o resto foi a identidade da equipa, que o treinador quer manter «jogue quem jogar».

O jogo foi equilibrado até ao primeiro golo. O guarda-redes Trubin fez uma grande defesa que manteve a baliza a zeros e, depois do 1-0, a equipa soltou-se e as combinações por dentro apareceram com mais fluidez. Lukebakio marcou de bicicleta.

Luís Pinto e o calendário

O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, mostrou-se frustrado com o calendário da Taça da Liga. Marco Silva não quis comentar o assunto: «O calendário está feito desta forma e não vou fazer nenhum comentário sobre isso.» Sobre o estado de espírito do adversário, ficou-se por uma nota de empatia: «Percebo a frustração, não sei dizer como é que me iria sentir se estivesse no lugar dele.»

O clássico fica para janeiro

O quadro da final four colocou o Benfica frente ao FC Porto na primeira meia-final da final four, a 5 de janeiro. Marco Silva não quis entrar no tema: «Estamos a falar de janeiro, temos tantos jogos até lá. Será uma meia-final, um jogo a decidir.»

A nossa leitura: a resposta evita criar pressão sobre um jogo que está a mais de dois meses, mas o recado interno é claro. O Benfica quer mostrar que a identidade resiste às rotações, e os quatro golos ao Gil Vicente, com Durán e Rafa em evidência, servem de argumento antes de um clássico em que a equipa tem de provar que esta versão se mantém contra o FC Porto de Farioli. Para recordar o percurso do clube, consulte a página sobre os campeonatos do Benfica, e para o enquadramento do jogo a nossa antevisão do Benfica-Gil Vicente.

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