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Paulo Fonseca estreia-se com 1-0 ao Moreirense e diz que o adversário «não existiu»: os assobios aos centrais fazem parte do plano

Paulo Fonseca estreia-se com 1-0 ao Moreirense e diz que o adversário «não existiu»: os assobios aos centrais fazem parte do plano

Paulo Fonseca estreou-se no banco do Sporting com uma vitória por 1-0 sobre o Moreirense, no sábado, em Alvalade, e resumiu o jogo numa frase: «O Moreirense não existiu hoje. O Moreirense não teve uma oportunidade clara de golo». As declarações foram feitas na conferência de imprensa e publicadas pela A Bola. O golo foi de Luis Suárez, de pé esquerdo, à entrada da área.

A estreia como sportinguista e o que pediu à equipa

O treinador falou da emoção de subir ao relvado como adepto do clube: «Sendo sportinguista, foi um momento especial». Sobre o jogo, foi claro: «merecíamos muito mais», «Fomos quase sufocantes na nossa pressão», afirmou, e a primeira parte em que, na sua opinião «poderíamos ter ido perfeitamente a vencer por 2-0 ou 3-0». Admitiu que, na segunda parte, a equipa não foi tão consistente a ter bola.

Em dois dias de trabalho, Fonseca mexeu pouco: segundo a crónica da A Bola, saiu Pedro Lima e entrou Doumbia face ao jogo anterior da Liga, mantendo a linha defensiva de Rui Borges, numa estrutura que em campo se desenhou como 4x3x3. Sobre Pedro Lima, foi curto: «O Pedro estava no banco. Foi uma opção». O mesmo vale para a baliza, onde preferiu Kaique: «O Rui tinha jogado o último jogo, neste jogo decidimos pelo Kaique».

Os assobios aos centrais

Alvalade assobiou por vezes Gonçalo Inácio e Quaresma quando os centrais seguravam a bola contra o bloco baixo do Moreirense. Fonseca não vê aí um problema, mas parte do método: pede-lhes que fixem o adversário e o obriguem a decidir. «As pessoas não estão habituadas a este tipo de jogo, mas é uma coisa que é essencial para nós e vai fazer parte do nosso jogo», afirmou.

Suárez e a gestão do cartão

Luis Suárez saiu pouco depois de marcar e Fonseca explicou o motivo: «Foi sobretudo pelo cansaço». O treinador admitiu que também pensou no cartão amarelo: «não vou mentir, também pensei na questão do cartão amarelo e foi por isso que saiu». Sobre o golo, classificou-o como «um grande golo, de um jogador fantástico».

A nossa leitura

A frase de que o Moreirense «não existiu» merece uma ressalva. O próprio relato da A Bola registou um remate de Manuel Mendonça que obrigou Kaique a uma defesa notável, aos 35 minutos, e um remate perigoso de Dinis Pinto no último quarto de hora, também travado pelo guarda-redes. Com o jogo decidido por um golo, o Sporting não esteve tão longe do aperto como o treinador sugeriu. Ainda assim, o domínio de posse (Fonseca falou em «70 e tal por cento») e as ocasiões de Silas Andersen e Irankunda, com um golo anulado por fora de jogo por oito centímetros, mostram uma equipa que criou mais do que concretizou.

Fonseca pede agora tempo, mas com a pausa para as seleções a tirar-lhe jogadores. «Gostaria de ter mais tempo, ter mais jogadores», admitiu. Para mais contexto sobre a chegada do treinador, veja a apresentação de Paulo Fonseca, a nossa antevisão do jogo e o guia do Sporting CP.

O 1-0 confirma o que o treinador prometeu: a primeira obra é a defesa e a pressão. A eficácia, o problema que ele próprio reconhece, vai decidir se o Sporting transforma domínio em vantagem confortável.

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