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Diogo Costa admite que os adversários já leram o FC Porto, após o 0-1 com o PSV

Diogo Costa admite que os adversários já leram o FC Porto, após o 0-1 com o PSV

Diogo Costa, guarda-redes e capitão do FC Porto, defendeu que os adversários já perceberam como os dragões jogam, depois do 0-1 com o PSV, na terça-feira (20/10/2026), no Estádio do Dragão, para a Liga dos Campeões. Em declarações à Sport TV, recolhidas pela A Bola, o internacional português reconheceu pressa na tomada de decisão e pediu mais agressividade à equipa.

«As equipas começam a perceber como nós jogamos»

O diagnóstico de Diogo Costa foi direto: «As equipas começam a perceber como nós jogamos, temos de ser mais fortes, talvez mais agressivos, talvez arriscar mais um pouco». O guarda-redes descreveu o jogo como de «muita pressão durante o jogo todo, muita pressão homem a homem» e disse que o FC Porto sabia onde podia ferir o adversário: «conseguimos fazer mais remates que eles, mas não conseguimos que a bola passasse do guarda-redes».

Costa admitiu também que a equipa sabia o que esperar do PSV: «Sabíamos o que o PSV vinha fazer, tem identidade muito vincada, mas não conseguimos meter a bola lá dentro». E apontou um excesso de ansiedade: «às vezes sinto que é demasiada entrega e queremos fazer as coisas demasiado rápidas, mas queremos muito».

O que a crónica diz do jogo

A leitura do capitão tem correspondência na crónica da A Bola. O jornal descreve uma entrada de jogo com espaços, fruto de duas pressões altas, e dez minutos iniciais de um jogo partido, em «taco a taco». Depois, os neerlandeses tomaram conta das operações, com movimentos e trocas de bola assertivos e criteriosos, e o golo chegou aos 58 minutos, após uma combinação entre vários jogadores do PSV. O texto fala de uma vitória «incontestável» e sublinha que os dragões somaram a terceira derrota em três jogos desta edição da Liga dos Campeões, um registo «muito pouco habitual». Houve ainda assobios nas bancadas ao intervalo.

O FC Porto melhorou depois das substituições, mas, segundo a mesma fonte, quase sempre sem perigo. O PSV só quebrou fisicamente nos últimos dez minutos e nos cinco de compensação, tarde demais para a reação portista.

A nossa leitura

As palavras de Diogo Costa e o texto da crónica convergem num ponto: o problema não foi a vontade, foi a decisão no último terço. O capitão fala de «demasiada entrega» e de pressa, e o jornal de «pouco discernimento» na pressão final. Quando um adversário já conhece o padrão de jogo, a vontade sozinha não o desfaz; é preciso variar a forma de chegar à baliza. Esta é a nossa leitura, não uma afirmação das fontes.

Para recordar o que estava em jogo antes do apito inicial, veja a nossa antevisão ao FC Porto-PSV e o texto sobre a defesa de Bednarek. Para o contexto europeu do clube, consulte também quantos títulos europeus tem o FC Porto.

Fontes: A Bola, Sport TV.