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Shakhtar-Sporting: o meio-campo e a esquerda decidem a estreia pós-Rui Borges em Stamford Bridge

Shakhtar-Sporting: o meio-campo e a esquerda decidem a estreia pós-Rui Borges em Stamford Bridge

O Sporting defronta o Shakhtar Donetsk esta terça-feira, 03/11/2026, às 17h45 (hora de Lisboa), em Stamford Bridge, em Londres, na quarta jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. É o primeiro jogo dos leões depois da saída de Rui Borges, com o treinador da equipa B, Tiago Fernandes, no comando interino, e o desenho da equipa passa por duas dúvidas: quem acompanha Altimira no meio-campo e quem ocupa a esquerda do ataque.

Ficha do jogo

Competição Liga dos Campeões, 4.ª jornada da fase de liga
Data e hora 03/11/2026, 17h45 (hora de Lisboa)
Estádio Stamford Bridge, Londres (o Shakhtar joga fora da Ucrânia por causa da guerra)
Árbitro Ivan Kruzliak (Eslováquia)
Treinadores Tiago Fernandes (interino) e Arda Turan

Um Sporting em transição, com a Champions por segurar

Os leões ocupam o 12.º lugar da fase de liga, com seis pontos, fruto de duas vitórias e uma derrota, e estão por isso na zona de acesso ao play-off. A derrota foi em casa, frente ao LASK (2-3), e a semana seguinte trouxe mais um desaire, 1-2 com o Académico, na Liga. Seguiram-se triunfos sobre o Marítimo (2-1) e o Casa Pia (2-0), mas a saída de Rui Borges, anunciada no domingo, acabou por se impor.

O futuro próximo já tem nome: segundo A Bola, Paulo Fonseca deve assinar na quarta-feira e ser apresentado nesse dia, a tempo de orientar o Sporting no sábado, na receção ao Moreirense (20h30). Quem quiser o enquadramento completo encontra-o na nossa cobertura da saída de Rui Borges.

A nossa leitura: este é o jogo em que os pontos são mais acessíveis no papel. Com seis pontos, uma vitória leva os leões aos nove, e os quatro adversários seguintes na fase de liga são Roma, Manchester United, Manchester City e Barcelona. Perder pontos em Londres obrigaria a procurá-los contra equipas bem mais fortes.

O que Tiago Fernandes diz do Shakhtar

Na antevisão, o treinador interino descreveu o adversário como «uma equipa bastante criativa, rápida e objetiva no último terço, na chegada à baliza com jogadores virtuosos». Sobre a organização, disse à A Bola: «Joga num 4x3x3 com muita mobilidade, um treinador que tem um estilo de jogo bem identificado a jogar a partir de trás.» A ambição está clara: «queremos somar nove pontos e seguir em frente».

O Shakhtar, orientado pelo ex-Barcelona Arda Turan, mantém uma base de centrais ucranianos (Bondar e Matvienko surgem no onze provável) e uma presença forte de brasileiros no resto do campo. Pedrinho, o antigo jogador do Benfica, está lesionado, mas o extremo Alisson e o médio Marlon Gomes acabam de ser chamados por Ancelotti à seleção do Brasil, sinal da qualidade individual que o Sporting vai encontrar.

Onze provável e as duas dúvidas

Segundo o SAPO, Rui Silva pode regressar à baliza e Rodrigo Zalazar volta às opções, a novidade de que o Sporting mais precisa no meio-campo. As dúvidas são táticas: na esquerda, Irankunda para acelerar em transição ou Flávio Gonçalves para mais pausa e criatividade; no meio, ao lado de Altimira, a escolha entre o físico de Silas Andersen, o dinamismo de João Simões ou Issa Doumbia. O onze oficial só é conhecido uma hora antes do apito inicial.

Sporting (provável) Shakhtar (provável)
Rui Silva, Iván Fresneda, Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Maxi Araújo, João Simões, Sergi Altimira, Geny Catamo, Issa Doumbia, Flávio Gonçalves, Luis Suárez Dmytro Riznyk, Vinicius Tobias, Valeriy Bondar, Mykola Matvienko, Pedro Henrique, Oleg Ocheretko, Alisson Santana, Marlon Gomes, Egor Nazaryna, Gleiker Mendoza, Kauã Elias

A chave tática: transição ou controlo

Se o Shakhtar constrói a partir de trás com um 4-3-3 móvel, como descreve Tiago Fernandes, o Sporting terá de escolher o que quer fazer com a bola e sem ela. Irankunda dá velocidade para atacar o espaço deixado por laterais que sobem no campo; Flávio Gonçalves permite segurar a bola e baixar o ritmo quando o jogo se tornar nervoso. É a nossa leitura, não uma informação confirmada pelo clube, mas a escolha à esquerda diz muito sobre a ideia de jogo do interino: reagir ao adversário ou impor-lhe o compasso.

No meio-campo, o dilema repete-se. Silas Andersen é a opção física; João Simões é a mais dinâmica; Doumbia fica entre as duas. Contra um adversário que, segundo o treinador do Sporting, sai a jogar com mobilidade, a presença de um médio que feche o espaço à frente da defesa pode pesar mais do que mais um passe criativo.

Onde ver

O jogo tem início às 17h45 (hora de Lisboa) em Stamford Bridge. Os canais e a grelha completa do dia estão na nossa página de jogos de futebol hoje na TV.

O que está em jogo na Europa tem outra escala: o Sporting só tem um título europeu, a Taça das Taças de 1963/64, e a fase de liga é o primeiro filtro para chegar longe outra vez. O fator decisivo em Londres deve ser a capacidade de Tiago Fernandes tirar rendimento imediato de uma escolha clara no meio-campo e à esquerda; se o fizer, entrega a Paulo Fonseca uma equipa com nove pontos e margem para respirar antes de quatro jogos difíceis.

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