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Sporting: 16 golos sofridos em 13 jogos e um problema que nasce na saída de bola

Sporting: 16 golos sofridos em 13 jogos e um problema que nasce na saída de bola

O Sporting sofreu golos em 10 dos 13 jogos desta época e leva 16 sofridos, uma média de 1,23 por partida, segundo as contas de A Bola. O ataque funciona, com 30 golos e uma média de 2,3, mas a defesa explica porque os leões estão a nove pontos do FC Porto. O teste seguinte é em Rio Maior, frente ao Casa Pia, na sexta-feira, 30/10/2026, na abertura da 10.ª jornada da Liga.

Os números por tipo de jogo

Golos sofridos Jogos Quais
0 3 Rio Ave 4-0 (J4), Nacional 2-0 (J5), Lens 2-0 (Champions)
2 4 Estrela da Amadora 2-2 (J1), V. Guimarães 3-2 (J2), Arouca 2-2 (J7), Académico de Viseu 1-2
3 1 LASK Linz 2-3 (Champions)
1 5 Os restantes cinco jogos

O padrão é claro: nos três jogos em que a baliza ficou a zeros, o Sporting ganhou sempre; nos cinco em que sofreu dois ou mais golos, só ganhou um, o 3-2 ao V. Guimarães. Os 16 golos repartem-se entre Rui Silva, com 11, e Kaique, com 5. O ataque não é o problema: Luis Suárez já leva 12 golos e o Sporting marcou em todos os jogos da época. É na defesa que o resultado se decide.

O jogo em que mais golos sofreu foi precisamente o da Liga dos Campeões com os austríacos, três, na derrota por 2-3 que analisámos em Sporting-LASK: as perdas de bola e os contra-ataques que custaram a reviravolta em Alvalade. Desde então, voltou a sofrer dois golos com o Académico de Viseu e um com o Marítimo, um registo que mostra que o problema não se resolveu com a mudança de competição nem de onze.

O diagnóstico do próprio treinador

Depois do 2-1 ao Marítimo, na Taça da Liga, Rui Borges foi mais específico do que o habitual. Sobre o golo sofrido nessa noite, disse que foi «uma perda de bola nossa numa primeira etapa de construção», com a equipa desequilibrada por estar a pensar no momento ofensivo. Distinguiu-o dos dois golos do Académico de Viseu, que classificou como contra-ataques rápidos pelo corredor, mas apontou a causa comum: «Não tem a ver tanto com o cruzamento, mas sim com o posicionamento defensivo que tem de ser melhor, mesmo no processo ofensivo.» Terminou com uma frase que resume a tese: «É o confiar desconfiando. Temos de melhorar nesse aspeto», segundo o O Jogo.

A leitura é relevante porque é a mesma dos jogos anteriores. Já tínhamos explicado, na análise ao Sporting-Marítimo, que o risco estava no contra-ataque, e o treinador confirma agora que o problema nasce com a bola, na primeira fase de construção, e não só quando o adversário chega à área.

O fator guarda-redes e a rotação

Kaique jogou três partidas e Rui Silva as restantes. Rui Borges fez questão de defender o titular: «É um grande guarda-redes, não o deixa de ser porque o Kaique jogou três jogos em vez dele», disse, citado pelo O Jogo. A nossa leitura é que o treinador não vê aqui a origem do problema: as perdas de bola que levam ao golo acontecem antes de o guarda-redes ser chamado, por isso a rotação na baliza explica pouco.

O clima e a pressão

A contestação não desapareceu. Os adeptos voltaram a assobiar no jogo com o Marítimo e Borges respondeu que está «preocupado em fazer melhor o meu trabalho». O Sporting é terceiro, com 18 pontos, quatro atrás do Benfica e nove atrás do FC Porto, líder com 27, como já escrevemos em Rui Borges diz que vive bem com a insatisfação dos adeptos. A equipa que ganhou por 4-0 ao Rio Ave e por 2-0 ao Lens é a mesma que perdeu com o LASK e o Viseu, e a diferença está na organização sem bola.

O que decide o próximo jogo

Em Rio Maior, o Casa Pia é 16.º, com 7 pontos, e a nossa leitura é que o maior risco para o Sporting não está num ataque organizado, mas num golo oferecido por uma saída de bola mal medida. O teste é simples: se os leões mantiverem a baliza a zeros, a vitória é provável, porque nos três jogos assim o resultado foi sempre largo; se repetirem a perda de bola na primeira fase de construção, a margem do ataque, mesmo a 2,3 golos por jogo, pode não chegar.

Para o contexto do clube, veja Sporting CP: história, títulos, estádio e alcunhas.

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