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Sporting-LASK: as perdas de bola e os contra-ataques que custaram a reviravolta em Alvalade

Sporting-LASK: as perdas de bola e os contra-ataques que custaram a reviravolta em Alvalade

O Sporting perdeu por 2-3 com o LASK, esta quarta-feira (21/10/2026), em Alvalade, na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, e a derrota teve uma origem clara: dois contra-ataques do campeão da Áustria, com cinco minutos de diferença, desfizeram a vantagem de uma equipa que tinha entrado a ganhar. Segundo o relato do site oficial do clube, os leões ficaram no 12.º lugar da classificação, com os mesmos seis pontos que já tinham.

Ficha do jogo

Dado Informação
Competição Liga dos Campeões, 3.ª jornada da fase de liga
Local Estádio José Alvalade, Lisboa
Resultado Sporting 2-3 LASK
Golos do Sporting Luis Suárez (grande penalidade, aos 5 minutos) e Luis Suárez (aos 89 minutos)
Golos do LASK Christoph Lang (dez minutos depois do primeiro golo), Sasa Kalajdzic (63 minutos) e Kryštof Daněk (68 minutos)
Classificação do Sporting 12.º lugar, com 6 pontos

O mesmo onze e três baixas pesadas

Rui Borges foi a jogo sem os lesionados Zeno Debast, Rodrigo Zalazar e Nuno Santos e repetiu exatamente o onze que venceu em Lens na jornada anterior: Kaique Pereira na baliza, Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio (capitão) e Maxi Araújo na defesa, Sergi Altimira, João Simões e Issa Doumbia no meio-campo, Geny Catamo e Nestory Irankunda nas alas e Luis Suárez na frente. A escolha dá uma indicação simples: com três ausências, o treinador preferiu a continuidade a mexer numa equipa que tinha ganho fora.

O arranque confirmou a escolha. Com linhas subidas e pressão alta, o Sporting foi para a área austríaca e Irankunda, ao fletir para dentro, foi derrubado, dando a Suárez a grande penalidade que converteu aos cinco minutos. O LASK, que chegava sem pontos a Lisboa, respondeu dez minutos depois, quando Lang recebeu à entrada da área e rematou cruzado, a partir de uma bola colocada pelo corredor direito.

Onde o jogo se perdeu: cinco minutos em contra-ataque

A primeira parte já tinha mostrado o padrão. O Sporting dominou a posse e procurou as alas, com Geny e Irankunda a criar desequilíbrios, mas os remates foram quase todos bloqueados ou desviados para canto por uma linha defensiva austríaca bem povoada. O LASK, com menos bola, criou mais perigo: Lang esteve perto de aparecer isolado, só travado por uma recuperação de Inácio, e Kalajdzic cabeceou para as mãos de Kaique.

Depois do intervalo, o Sporting passou a lançar a bola nas costas da defesa adversária. Num desses lances, Suárez chocou com o guarda-redes Tobias Schützenauer, que teve de ser substituído. Foi nesse contexto, com a equipa da casa mais exposta, que chegou a reviravolta: aos 63 minutos, Kalajdzic finalizou, em cruzado, uma transição em superioridade numérica; aos 68, Daněk concluiu outro ataque rápido. Entre os dois golos, Rui Borges tirou o amarelado João Simões e lançou Flávio Gonçalves.

A nossa leitura é que o problema não esteve na pressão inicial, que deu o golo, mas no que ficou atrás da bola quando ela se perdeu. O Sporting construía com três médios e dois extremos, e cada perda no último terço deixava poucos jogadores para fechar o espaço central. Os dois golos da reviravolta, descritos pelo próprio clube como contra-ataques rápidos, nasceram exatamente desse tipo de situação.

O que Rui Borges disse

O treinador não procurou desculpas. Na conferência de imprensa, citada pelo O Jogo, explicou onde viu a falha: “Faltou ser mais proativos a ganhar segundas bolas.” E sobre os golos disse: “Basta olhar para os golos, foram perdas de bola, maus posicionamentos, tínhamos de ser mais equilibrados.” Assumiu a responsabilidade: “Falhámos. A culpa é do treinador como é lógico, e assumo com toda a humildade.”

Questionado sobre se os erros se repetem, Borges apontou a ambição como causa. Afirmou que a equipa estava preparada, mas que “a nossa ambição de ir à procura do golo e da vitória, à pressa, leva a desposicionamentos”. Esta frase é a que melhor liga a conferência ao que se viu no relvado: o Sporting perdeu equilíbrio precisamente quando mais quis recuperar o jogo.

Suárez e as oportunidades falhadas

Houve reação perto do fim. Aos 89 minutos, Suárez recolheu a sobra de uma defesa difícil do guarda-redes adversário, driblou Schützenauer e fez o 2-3. Segundo o clube, o avançado colombiano aumentou para nove a série de jogos seguidos a marcar nesta época e continua a consolidar o lugar de melhor marcador da história do Sporting na Liga dos Campeões.

O Sporting também deixou escapar situações para empatar: Maxi Araújo não conseguiu corresponder de cabeça a um cruzamento de Geny, Doumbia atirou muito por cima, e o inglês Fotis Ioannidis, acabado de entrar, rematou de pé esquerdo a rasar a base do poste. Já Jesse Derry apareceu solto no coração da área nos minutos finais, num jogo que, segundo o relato do clube, ficou anárquico, com o LASK a faltar mais para quebrar o ritmo.

O que vem a seguir

O calendário publicado no site do Sporting indica dois jogos em quatro dias: a receção ao Académico de Viseu, para a Liga, a 25/10/2026 às 20h30, e o encontro com o CS Marítimo, para a Taça da Liga, a 27/10/2026 às 20h15 (horas de Lisboa). Na tabela da Liga que o clube mostra, o Sporting é terceiro, com 18 pontos, atrás de FC Porto (24) e Benfica (19). Para acompanhar os próximos jogos, consulte a nossa página de jogos de futebol hoje na TV, e para o enquadramento do clube, a história, títulos e estádio do Sporting.

O fator decisivo daqui em diante não é a ambição, que Borges garante não faltar, mas a estrutura de proteção. Em Lisboa, o Sporting provou que consegue criar e marcar contra qualquer adversário; contra equipas que vivem de transições, como o LASK, a vantagem só se mantém se cada perda de bola encontrar já três jogadores atrás dela. Na antevisão que publicámos falávamos de um adversário que escondia o plano; o que se viu foi um plano simples, que o Sporting não conseguiu travar.

Fontes: Sporting CP, O Jogo.