Sporting-LASK: as perdas de bola e os contra-ataques que custaram a reviravolta em Alvalade
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Updated: 22/10/2026
O Sporting perdeu por 2-3 com o LASK, esta quarta-feira (21/10/2026), em Alvalade, na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, e a derrota teve uma origem clara: dois contra-ataques do campeão da Áustria, com cinco minutos de diferença, desfizeram a vantagem de uma equipa que tinha entrado a ganhar. Segundo o relato do site oficial do clube, os leões ficaram no 12.º lugar da classificação, com os mesmos seis pontos que já tinham.
Ficha do jogo
| Dado | Informação |
|---|---|
| Competição | Liga dos Campeões, 3.ª jornada da fase de liga |
| Local | Estádio José Alvalade, Lisboa |
| Resultado | Sporting 2-3 LASK |
| Golos do Sporting | Luis Suárez (grande penalidade, aos 5 minutos) e Luis Suárez (aos 89 minutos) |
| Golos do LASK | Christoph Lang (dez minutos depois do primeiro golo), Sasa Kalajdzic (63 minutos) e Kryštof Daněk (68 minutos) |
| Classificação do Sporting | 12.º lugar, com 6 pontos |
O mesmo onze e três baixas pesadas
Rui Borges foi a jogo sem os lesionados Zeno Debast, Rodrigo Zalazar e Nuno Santos e repetiu exatamente o onze que venceu em Lens na jornada anterior: Kaique Pereira na baliza, Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio (capitão) e Maxi Araújo na defesa, Sergi Altimira, João Simões e Issa Doumbia no meio-campo, Geny Catamo e Nestory Irankunda nas alas e Luis Suárez na frente. A escolha dá uma indicação simples: com três ausências, o treinador preferiu a continuidade a mexer numa equipa que tinha ganho fora.
O arranque confirmou a escolha. Com linhas subidas e pressão alta, o Sporting foi para a área austríaca e Irankunda, ao fletir para dentro, foi derrubado, dando a Suárez a grande penalidade que converteu aos cinco minutos. O LASK, que chegava sem pontos a Lisboa, respondeu dez minutos depois, quando Lang recebeu à entrada da área e rematou cruzado, a partir de uma bola colocada pelo corredor direito.
Onde o jogo se perdeu: cinco minutos em contra-ataque
A primeira parte já tinha mostrado o padrão. O Sporting dominou a posse e procurou as alas, com Geny e Irankunda a criar desequilíbrios, mas os remates foram quase todos bloqueados ou desviados para canto por uma linha defensiva austríaca bem povoada. O LASK, com menos bola, criou mais perigo: Lang esteve perto de aparecer isolado, só travado por uma recuperação de Inácio, e Kalajdzic cabeceou para as mãos de Kaique.
Depois do intervalo, o Sporting passou a lançar a bola nas costas da defesa adversária. Num desses lances, Suárez chocou com o guarda-redes Tobias Schützenauer, que teve de ser substituído. Foi nesse contexto, com a equipa da casa mais exposta, que chegou a reviravolta: aos 63 minutos, Kalajdzic finalizou, em cruzado, uma transição em superioridade numérica; aos 68, Daněk concluiu outro ataque rápido. Entre os dois golos, Rui Borges tirou o amarelado João Simões e lançou Flávio Gonçalves.
A nossa leitura é que o problema não esteve na pressão inicial, que deu o golo, mas no que ficou atrás da bola quando ela se perdeu. O Sporting construía com três médios e dois extremos, e cada perda no último terço deixava poucos jogadores para fechar o espaço central. Os dois golos da reviravolta, descritos pelo próprio clube como contra-ataques rápidos, nasceram exatamente desse tipo de situação.
O que Rui Borges disse
O treinador não procurou desculpas. Na conferência de imprensa, citada pelo O Jogo, explicou onde viu a falha: “Faltou ser mais proativos a ganhar segundas bolas.” E sobre os golos disse: “Basta olhar para os golos, foram perdas de bola, maus posicionamentos, tínhamos de ser mais equilibrados.” Assumiu a responsabilidade: “Falhámos. A culpa é do treinador como é lógico, e assumo com toda a humildade.”
Questionado sobre se os erros se repetem, Borges apontou a ambição como causa. Afirmou que a equipa estava preparada, mas que “a nossa ambição de ir à procura do golo e da vitória, à pressa, leva a desposicionamentos”. Esta frase é a que melhor liga a conferência ao que se viu no relvado: o Sporting perdeu equilíbrio precisamente quando mais quis recuperar o jogo.
Suárez e as oportunidades falhadas
Houve reação perto do fim. Aos 89 minutos, Suárez recolheu a sobra de uma defesa difícil do guarda-redes adversário, driblou Schützenauer e fez o 2-3. Segundo o clube, o avançado colombiano aumentou para nove a série de jogos seguidos a marcar nesta época e continua a consolidar o lugar de melhor marcador da história do Sporting na Liga dos Campeões.
O Sporting também deixou escapar situações para empatar: Maxi Araújo não conseguiu corresponder de cabeça a um cruzamento de Geny, Doumbia atirou muito por cima, e o inglês Fotis Ioannidis, acabado de entrar, rematou de pé esquerdo a rasar a base do poste. Já Jesse Derry apareceu solto no coração da área nos minutos finais, num jogo que, segundo o relato do clube, ficou anárquico, com o LASK a faltar mais para quebrar o ritmo.
O que vem a seguir
O calendário publicado no site do Sporting indica dois jogos em quatro dias: a receção ao Académico de Viseu, para a Liga, a 25/10/2026 às 20h30, e o encontro com o CS Marítimo, para a Taça da Liga, a 27/10/2026 às 20h15 (horas de Lisboa). Na tabela da Liga que o clube mostra, o Sporting é terceiro, com 18 pontos, atrás de FC Porto (24) e Benfica (19). Para acompanhar os próximos jogos, consulte a nossa página de jogos de futebol hoje na TV, e para o enquadramento do clube, a história, títulos e estádio do Sporting.
O fator decisivo daqui em diante não é a ambição, que Borges garante não faltar, mas a estrutura de proteção. Em Lisboa, o Sporting provou que consegue criar e marcar contra qualquer adversário; contra equipas que vivem de transições, como o LASK, a vantagem só se mantém se cada perda de bola encontrar já três jogadores atrás dela. Na antevisão que publicámos falávamos de um adversário que escondia o plano; o que se viu foi um plano simples, que o Sporting não conseguiu travar.
Fontes: Sporting CP, O Jogo.

